
Ontem escrevi um post sobre o Urso. Fiquei pensando nele o dia todo. Fiquei imaginando o que se passava na sua cabecinha. Se estava se sentindo desamparado, triste, abandonado.
A verdade é que, por estes dias eu também me senti assim. Sabe quando você sente lá no fundo que algo está errado? Por mais que você seja uma pessoa calma, educada, bem humorada, sempre tem alguém que vem por trás e te dá uma rasteira.
Faz um ano que eu tento me firmar no sentindo profissional, tomei um tombo, levantei, estou trabalhando num lugar, pisando em ovos, sendo justa com todos, tratando todos de igual, mas parece que só isso não basta. Houve reclamação o meu respeito e nem sei quem fez, nem sei o que eu fiz. Nem sei de onde está vindo tantas coisas ruins, chatas e mentirosas. Gostaria de passar por cima disso, mas não estou conseguindo. Nem vontade de trabalhar estou tendo, acreditam?
Às vezes, gostaria tanto que o mundo fosse melhor, que as pessoas fossem mais sinceras, mais abertas.
Contei a história da Meg, da Lolla, da Loulou que ainda está esperando adoção. Por que não abrir o coração para o amor incondicional? Por que não fazer o bem, sem olhar a quem?
E o Urso?? Amou tanto, e nunca foi sequer correspondido. Onde está a compaixão? Onde está a tal família?
Fiquei chateada o dia todo. Além de tudo, fiquei magoada com os comentários maldosos, sem nexo, com veneno.
Acho que a vida dá muitas voltas, mas quando é para o bem, ela demora muito. Para os pensamentos negativos é num piscar de olhos. Incrível!
Tô pensando seriamente em fechar meu coração, blindá-lo. Ser às vezes mal educada, tratar mal alguém. Será que isso vai me afetar de algum modo???
Cheguei na seguinte conclusão: nunca a gente é tratado como tratamos. No caso do Urso, pecado, nem sequer uma consideração! Nem uma ruga de preocupação, nem um sentimento de culpa. Nada! E o que o cachorrinho fez a vida inteira? Dedicação, devoção total! Tadinho, morreu. Tá na Ponte do Arco Íris....mas valeu a pena?
Quanto a mim, vou levando. Até quando, eu não sei. Mas tô me sentido um vira lata abandonado, sarnento, com todos se desviando do meu caminho. Tô no fundo do poço, literalmente. Um dia, isso passa.
Por Deus!